Dian: o que caracteriza o seu calçado profissional e como escolher o modelo
Dentro da Dian há tamancos, sapatilhas com cordões e sapatos fechados, e cada um está pensado para um turno diferente. Repassamos o que os diferencia de verdade e como decidir segundo quanto anda.

A Dian é, por número de modelos disponíveis, uma das marcas com mais presença no nosso catálogo de calçado profissional. Mas « Dian » não é um só tipo de sapato: dentro da marca há tamancos abertos, sapatilhas com cordões e sapatos fechados, e cada um está pensado para uma jornada diferente. Neste guia repassamos o que os distingue e como escolher segundo o seu turno.
Quem costuma procurar este calçado
O calçado da Dian dirige-se sobretudo a quem passa o dia de pé em interiores: saúde, restauração, cabeleireiros, limpeza ou distribuição. São profissões com três coisas em comum: muitas horas seguidas, pisos lisos que podem estar molhados e a necessidade de limpar o calçado com frequência.
Isso explica as decisões de desenho que se repetem em quase todos os seus modelos: formas retas com biqueira arredondada para deixar espaço aos dedos, solas descritas como antiderrapantes, materiais transpiráveis e palmilhas que se podem tirar. Todos eles estão na secção Tamancos Sanitários e Calçados Profissionais.
Os tamancos: o formato mais rápido de pôr e limpar
Os tamancos são a família mais conhecida da marca, e dentro deles há duas construções bem distintas.
O Dian Pisa é fabricado em microfibra técnica perfurada, com acolchoado no peito do pé e uma correia rebatível de sujeição no talão. Leva forma reta de biqueira arredondada e palmilha anatómica com barra metatarsal, e a sola é de poliuretano em forma de cunha, de dupla densidade, com tratamento antibacteriano e antiderrapante. É o tamanco com mais corpo dos dois: segura e amortece mais.
O Dian EVA vai pelo caminho oposto: uma só peça monocasco de EVA, ultraleve, que segundo a ficha pesa 180 gramas o par, livre de látex e lavável na máquina até 40 ºC. Leva perfurações laterais que ajudam a transpirar e a enxaguá-lo, micropontos de massagem na planta e também correia posterior rebatível. É a opção para quem prioriza peso e limpeza acima de tudo. Os dois existem também em versão estampada.
- Se está num posto mais ou menos fixo e o tira várias vezes, o tamanco ganha.
- Se vai caminhar muito, levante a correia do talão: é o que evita que o pé deslize.
- Se o calçado se lhe suja a sério, veja se admite máquina de lavar.
As sapatilhas de trabalho: quando se move todo o turno
Quando a jornada é de ir e vir, um fecho regulável segura melhor do que uma correia. Aí entram modelos como a Dian CALPE e a Dian MILAN - SCL, sapatilhas de trabalho de material têxtil transpirável e repelente de líquidos, com sola antiderrapante, palmilha acolchoada removível e fecho de cordões.
A vantagem dos cordões é que permitem ajustar o peito do pé com precisão, e é justamente isso que impede o pé de ir para a frente ao andar. A ficha da CALPE menciona expressamente restauração, saúde, cabeleireiros e trabalhos de distribuição, que são os usos onde este formato tem mais sentido.
O sapato fechado com velcro
O terceiro formato cobre o pé por completo e resolve o ajuste sem se agachar. O Dian Milán-SCL em versão de velcro leva corte de microfibra, forro descrito como muito transpirável e de secagem rápida, forma reta com biqueira arredondada e contraforte para segurar o talão. A palmilha acolchoada combina tecido e espuma de poliuretano com tratamento antibacteriano.
É a escolha razoável se no seu posto caem líquidos, se entra e sai do calçado com frequência, ou se simplesmente lhe resulta incómodo atar os cordões várias vezes ao dia. Se procura esse tipo de fecho também fora do trabalho, na loja há uma secção de sapato Velcro.
Como decidir entre os três
A pergunta útil não é que modelo é melhor, mas quanto anda no seu turno e o que lhe cai em cima ao sapato.
- Muito tempo de pé num posto fixo: tamanco, e se puder ser leve, melhor.
- A caminhar todo o turno: sapatilha com cordões, pelo ajuste do peito do pé.
- Líquidos ou entrar e sair do calçado: sapato fechado, melhor com velcro.
- Dois turnos muito diferentes: muita gente acaba com dois pares, e é uma decisão sensata.
Palmilhas, tamanho e forma
Boa parte destes modelos leva palmilha removível, o que facilita usar uma própria. Ainda assim há que verificá-lo modelo a modelo na ficha, porque ao trocar a palmilha o pé sobe e o peito pode ficar justo. Se já usa palmilhas, os pontos de partida na loja são Calçados para palmilhas e Sapatos para palmilhas.
Sobre o tamanho, estas formas são retas e de biqueira arredondada de propósito, para deixar sítio aos dedos durante muitas horas. Se vem de um sapato estreito, a sensação é mais ampla e isso não quer dizer que lhe sobre número. Experimente-o com a meia do trabalho, verifique que o talão não se levanta ao andar e caminhe uns minutos à procura de atritos.
Uma nota honesta
Os tratamentos antibacterianos, a transpirabilidade ou o amortecimento que descrevem as fichas são características do material, não tratamentos médicos. Se tem dor persistente ou uma necessidade concreta, o prudente é consultar um profissional de saúde e, entretanto, escolher um calçado que ajuste bem e não aperte em nenhum ponto.
Conclusão
Dentro da Dian a decisão real é o formato: tamanco para o tirar depressa e limpar fácil, sapatilha com cordões para se mover muito, sapato fechado de velcro para cobrir o pé sem lutar com os cordões. Depois, veja o peso se o seu turno é longo, se admite máquina no caso de se sujar, e se a palmilha sai no caso de usar uma própria. Com isso, comparar modelos deixa de ser questão de sorte.
